A reforma da previdência alterou de forma significativa as regras de aposentadoria no Brasil. Neste artigo, explico o que mudou, quem ainda pode se aposentar pelas regras antigas e por que o planejamento previdenciário faz diferença no valor final do benefício.

O que mudou com a reforma da previdência

A aposentadoria por tempo de contribuição, como existia antes, deixou de existir para quem não tinha direito adquirido até a mudança na legislação. Em seu lugar, foram criadas regras de transição, cada uma com critérios próprios de idade, tempo de contribuição e pontuação.

Quem ainda pode se aposentar pelas regras antigas

Quem já cumpria todos os requisitos antes da reforma entrar em vigor tem direito adquirido e pode requerer a aposentadoria pelas regras anteriores, ainda que o pedido seja feito depois. Por isso, a análise do histórico contributivo é sempre o primeiro passo.

"O planejamento previdenciário existe justamente para identificar, entre as regras disponíveis, qual delas resulta no benefício mais vantajoso para cada pessoa."

Documentos e informações necessárias para o requerimento

Carteira de trabalho, carnês de contribuição, extrato do CNIS e documentos de vínculos empregatícios anteriores ajudam a reconstruir o histórico contributivo, especialmente em casos de vínculos antigos ou não registrados corretamente pelo INSS.

Como funciona o planejamento previdenciário

Consiste em analisar o tempo de contribuição já cumprido, simular as diferentes regras de transição disponíveis e apontar o caminho — e, quando necessário, o tempo de espera — que resulta no melhor valor de benefício.